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PAPO DE BANDA - APTO VULGAR - T1 E4

por Flavio Almeida



Dá-lhe leitores do Seguimos Fortes! Estamos de volta aqui com o Papo de Banda, primeira temporada. A ideia dessa vez foi desenrolada com meu brother Bonzo, vocal da banda de Jacareí-SP, Apto Vulgar. Já começo aqui convidando vocês para ouvirem e se puderem, comparecer aos shows deles! Baita banda, estão na estrada e mandam ver, sem dó e nem piedade! Confere aqui esse bate papo e corre lá procurar o som dos caras!

FAlmeida - Salve Bonzo! Primeiramente gostaria de agradecer a sua disponibilidade em participar aqui desse projeto! Para começarmos aqui, gostaria que me falasse sobre o nome da banda, o que está por trás, como chegaram a ele e a criação da banda em si, onde-como-quando?

BONZO - Salve! Eu que agradeço pela oportunidade desse bate papo! Satisfação estar podendo divulgar nosso corre aqui no site de vocês! Cara, esse nome veio de uma brisa minha e de um amigo meu que na época tocávamos juntos. A gente já queria tocar Hardcore e na época eu ouvia muito o play "Vulgar Display of Power" do Pantera. Achava aquela sonoridade pesada e agressiva! Assim como achava agressividade no Hardcore, a atitude e força quando ouvia bandas como Suicidal, Biohazard, Ratos de Porão. Quando decidi juntar e levar para esse lado a ideia, eu busquei por esse caminho! Era pra ser algo que estivesse preparado, engatilhado contra todo tipo de negatividade que temos no dia a dia. Algo que soasse vulgar contra os padrões. O Djay, esse mano, veio com nome Apto Vulgar. Era essa a ideia. Estar preparado para ser vulgar. Para contestar, pra se auto questionar, pra ser livre de qualquer regra! Para acreditar em você mesmo e poder mudar algo. O Djay acabou não seguindo com a ideia e eu já conhecia o Dorg na época (guitarra) e aí começamos a tocar juntos através de alguns amigos em comum. Foi quando lancei o projeto que eu tinha em mente. Toda a ideia de som, letras e aí a ideia do Apto Vulgar começou a surgir. E aí foi saindo as primeiras ideias de som, a galera começou a formar e dar corpo a ideia.

FAlmeida - Quando tocamos juntos foi notório o entrosamento de vocês, mesmo tocando um set reduzido para conseguirem viajar de volta na ocasião. Gostaria que me explicasse aqui como é a rotina da Apto Vulgar com relação a ensaios e preparação de shows.

BONZO - A gente tenta tocar certo (kkkkk). Nós quatro ouvimos muita coisa diferente, isso faz você ouvir coisa nova sempre, a gostar de coisa nova sempre pelo fato de alguém sempre mostrar algo novo na hora de passar um som ou mesmo trocando ideia. Trocamos muita ideia sempre sobre os corres da banda. Isso faz a parada tá sempre viva! O entrosamento nao ta so na hora de tocar, tá na ideia de tudo que seja relacionado a banda. Ensaiamos toda semana. Na hora do fazer a parada que a gente gosta, acontece naturalmente. Gostamos de estar tocando, melhorando. Procuramos estar bem pros shows. Com tudo para chegarmos e fazermos uma parada legal pra nós e pra galera!

FAlmeida - Outro fato que nos chamou a atenção é a organização e variedade do merch da Apto. Nos conte como vocês se organizam para fazer isso, financeiramente e também com relação a criação das artes etc...

BONZO - Nós curtimos essa ideia de ter mais de um modelo de camiseta, shorts etc. Até porque você atende melhor a galera. Normalmente alguém sempre lança uma ideia, a gente dá uma atenção e acaba chegando numa parada que tenha a cara da banda. Nosso batera, o Luciano faz todo o trampo de apresentar a ideia da peça pronta. E o Mortão (baixista) trabalha com serigrafia e a produção das camisetas fica por conta dele! Temos um controle do que sai, de lucros e gastos para sempre termos noção sobre grana e preparar os próximos passos.

FAlmeida - Eu gosto de dizer que dentro do cenário alternativo, tem uma outra cena paralela que corre muito e que faz acontecer, promovendo os próprios shows, fazendo todos os contatos e cuidando ainda da parte criativa da banda. Nos conte como tem sido para a Apto Vulgar criar essa "rede" entre bandas, casas e promotores.

BONZO - Cara, esse sempre foi o espírito da coisa. Fazer a parada acontecer. A gente está sempre buscando contato com produtores, casas de shows e cada vez mais adquirindo conhecimento com os amigos na estrada que estão no corre. Nessa caminhada, a gente sempre procurou respeitar todo mundo. Na maioria das vezes o resultado sempre é bom, por que você acaba criando uma amizade com algumas pessoas que realmente apoiam seu trabalho e isso fortalece a amizade. Acredito que sempre que houver isso, vamos estar fazendo a coisa valer a pena e do jeito certo. Então vai estar tudo certo.

FAlmeida - É sempre um esforço de todas as bandas e praticamente todos os integrantes, fazer uma viagem ou mais, de final de semana e depois ter que conciliar um outro trabalho durante a semana. Como vocês se organizam nesse aspecto?

BONZO - Ah cara! É doidera! Todo mundo trampa, estuda ou tem alguma coisa pra fazer! Tem a família também. É correria. E acho que isso acaba dando um gás pra fazer tudo. É correr atrás do progresso. Se manter vivo e fazer aquilo que acreditamos!

FAlmeida - Atualmente vocês estão trabalhando com selos/ gravadoras que olham para as bandas que estão fazendo acontecer de verdade! Qual a importância dessas empresas para bandas como a Apto Vulgar?

BONZO - É de grande importância! Nós lançamos nosso EP O Inimigo pelo selo Electric Funeral (RJ). Tivemos todo suporte e confiança para lançar o trampo. Fomos muito bem recebidos e isso faz a diferença. A Sylvia é correria total. É muito profissional e nos deu toda atenção que precisávamos para lançarmos o trampo. É importante trabalhar com quem realmente sabe como funciona a coisa. Nosso primeiro disco, "Sistema Não Operacional" saiu pela Bigorna Discos e também rolou legal. É aquela parada, tudo veio através do próprio corre de estar tocando e produzindo. De estar indo sempre atrás da oportunidade. Acho que pra tudo sair nos conformes, deve ser através da transparência de ambas partes. Selos, gravadoras, agências e outros serviços sempre vão ser bem-vindos se a intenção for crescer e aprender a trabalhar com isso! E também faz você ter uma visão de valorizar esse tipo de trabalho que é feito por uma pessoa, ou equipe, que está ali fazendo essa parte do negócio!

FAlmeida - Os trabalhos audiovisuais de vocês são incríveis! Nos conte um pouco sobre a produção, criação e realização desse material.

BONZO - Cara, tudo doidera nossa aquilo. E aí temos o Dan Ramos, que é um cara que manja muito e gosta de trampar com a gente. Ele também é músico! Produziu nossos trampos, acho que 3 vídeos e o resultado sempre foi massa! Ele traduz muito bem o que pensamos. É um cara antenado a tudo e um puta brother nosso fora dos negócios também! Sempre somando com as ideias. Temos vários amigos também que ajudam isso tudo aflorar, digamos, como é o caso do Pow, que participa do clipe da "Euforia" e fez as as capas dos nossos dois discos. Então estamos sempre rodeados de pessoas que fazem acontecer, que somam e que são criativas! Temos o privilégio de estar com pessoas que amam fazer o que elas fazem!

FAlmeida - Quem sempre está na estrada acaba sempre colocando os instrumentos em condições muitas vezes ruins com relação a transporte, manutenção e conservação. Como a Apto Vulgar faz para cuidar dos instrumentos? Vocês têm algum apoio de Luthier ou mesmo mantém uma rotina para garantir que os shows sempre sejam feitos tirando um bom proveito dos equipamentos?

BONZO - Sobre os equipos, temos um Luthier que sempre salva a gente, o Agnus Greff. É um cara que sabe tudo sobre instrumento e já trabalhou com muita gente foda do Underground. Ele que sempre acaba dando um suporte pra gente quando o assunto é mexer nos instrumentos. Nós procuramos sempre dar uma atenção pra essa questão. É necessário que tudo esteja nos conformes pra sair e tocar. Exige grana pra manter. Pro batera é sempre mais pesado né...os pratos e tal. É monstro! Também rola a manutenção "caseira", as mais simples.

FAlmeida - Você é um vocalista bruto Bonzo! A voz vem forte e com o dedo na cara! Você costuma se preparar para os shows, estudou alguma técnica?

BONZO - Pô, valeu! A técnica é berrar (kkkkkk)! Nunca tive uma regra pra cantar. Apenas que rolasse como a música pedia. Como a banda traz uma parada forte, com assuntos que na minha opinião, exigem uma posição firme, acaba saindo assim. Mas eu ouço de Bee Gees até Terror (kkkkk) e isso me ajuda muito na hora de cantar.

FAlmeida - Para finalizar aqui, deixe os contatos e endereços da Apto Vulgar e por favor, nos informe quais são as atividades de vocês nesse momento e o que pretendem fazer em breve.

BONZO - No momento gravamos um single que pretendemos lançar ainda esse ano pra fechar. Vai sair clipe também eu acho. Ainda estamos rodando e algumas músicas do novo disco já estão finalizadas. Vai vir uma parada diferente sem deixar de ser o Apto Vulgar.

Pra quem quiser ouvir nossos trabalhos, estão disponíveis nas principais plataformas digitais, Deezer, Spotify, Youtube e por aí vai. Se inscreva no nosso canal para ficar ligado no que tá rolando e no que vem pela frente! #APTOVLGR2020

Agradeço pela oportunidade e por manterem o underground vivo! Tamo junto

FAlmeida - Grande Bonzo, monstro! Bom pessoal, espero que vocês terminem aqui essa leitura e corram ouvir essa banda que é uma pedrada de verdade! A Apto Vulgar tem em sua discografia, um álbum Full (Sistema não Operacional - 2017 - Bigorna Discos) e um EP (O Inimigo - 2018 - Electric Funeral Records).

Destaco aqui Confusão, Porrada e Repressão, faixa que abre o primeiro disco de 2017, que traduz bem o que o Bonzo explicou aqui na entrevista sobre o propósito e estilo da banda. Pedrada, tem tudo que a Apto pode proporcionar logo na abertura do primeiro trampo dos caras! Outro som que vale o destaque aqui é Auto Destruição, última faixa do Ep de 2018. A música começa com uma nuance noventista, buscando as influências e em seguida vem uma chamada na guitarra, dando início ao precipício poderoso dos caras! Letra coerente, atual e soco na cara!

Até a próxima!





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