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5 perguntas com a banda INCÊNDIO

Atualizado: 23 de Out de 2019


Trocamos uma breve ideia com o Guilherme Barboti vocalista da banda INCÊNDIO de Indaiatuba - SP, falamos sobre o inicio da banda, influencias, cenário underground e muito mais, se liga nessa brasa.!!!


FININHO: Fala Gui blz mano? Muito obrigado por trocar essa ideia com a Seguimos Fortes.


Primeiramente fala um pouco sobre você, sobre a sua caminhada até se tornar o frontman da Incêndio?


GUI: Salve fininho, salve equipe da seguimos fortes, eu quem agradeço o espaço para poder contar um pouco da nossa vida pra vocês haha.


Vamos lá. Cara, eu sempre tive banda, desde moleque eu gostava muito de som, já toquei/cantei em um monte de banda de garagem, mas foi em 2016 que eu botei a cara a tapa e me candidatei a vaga de frontman da Make me Alive. Fizemos uns testes e eu passei, aí que tive o primeiro contato com bandas estruturadas e foi onde aprendi muito sobre a “forma” de fazer.

Eu sai da MMA em dezembro de 2017 e já no início de janeiro de 2018 estávamos fazendo ensaio teste com outros músicos para o que viraria a Incêndio (eu e o André, que na época saiu comigo da MMA, mas hoje voltou com a formação atual da banda e não faz mais parte da incêndio, a amizade é a mesma de todas as partes desde sempre), e desde então foi a coisa mais legal que eu já fiz (risos)



FININHO: Já sobre a banda, quando a Incêndio surgiu? Quantos materiais vocês já tem lançados?


GUI: A banda surgiu de fato em maio de 2018, que é nosso “marco zero” em relação a shows, eu já vinha cantando as músicas no violão com os amigos e churrascos, e foi nessa mesma vibe, acústico, na minha barbearia, com outras bandas também, que fizemos nossa primeira apresentação.

No primeiro ano soltamos as demos de “santo forte” e “estamos aqui”, ambas gravadas e produzidas pelo André na casa dele e na minha barbearia. Esses dois vieram conosco da última formação da MMA e era natural para nos na época soltarmos essas, por serem musicas que nosso pessoal já sabia cantar.

Agora em outubro lançamos nosso primeiro EP, o PÓSTUMO, que consiste em honrar a formação que se dissipou no primeiro semestre de 2018, usando os vídeos da live session que foram gravados em janeiro do mesmo ano, mas que não foi lançada na época. Aproveitamos elementos ao vivo e de gravação em estúdio, além das imagens da antiga formação e de bastidores para promover o álbum.



FININHO: Recentemente vocês lançaram um ep e um clipe certo? Aproveitando esse gancho, me fala um pouco também como é feito o processo de composição de vocês, o que inspira a banda a compor as letras, vocês tem alguma temática específica ou abordam aquilo que a banda vive no momento?


GUI: Sim, todo ep foi em vídeo na verdade, são três webclipes bem massa.

Nossa composição atual é bem legal, feita de forma leve. O neto trás um riff, eu uma letra e vamos encaixando as coisas. Não temos uma fórmula para compor, e muito menos fica apenas na mão de um a composição, todo mundo mete a mão sempre (risos).

Nas letras eu sempre me proponho a incentivar o ouvinte a pensar no momento da vida que ele está tendo, se ele está sendo bom, se está sendo verdadeiro, algo que espelhamos no nosso dia a dia também, fazer com muita força de vontade, porque apenas assim conseguiremos algo na vida.

A espiritualidade está presente fortemente em mim, então acabo fazendo jogos de palavras com fé e amor, que nem sempre reflete DEUS, mas sim a própria força de vontade que temos e incentivamos aos outros adotarem. Cada um na banda tem sua própria crença, mas cada um dentro da própria religião/espiritualidade. Acho isso ótimo, se fosse por mim ia virar uma batucada de tambor só do início ao fim do show (risos), é importante falar de pluralidade quando se fala de espiritualidade, pois cada um interpreta de uma forma dentro da própria visão de mundo, se na banda somos em quatro, é ótimo ouvir o ponto de vista de cada um dentro do que escrevo, e se alguém não concorda, eu refaço para que todos se sintam bem com oque estamos passando pra frente.



FININHO: Quais são as bandas que vocês tiveram como referência e motivação pra fundar a incêndio ?


GUI: No início pode se dizer que foi While she sleeps, A day to remember e Alexisonfire. Hoje em dia a banda expandiu muito em questão de referências, o Yuri trás uma ginga pra musicalidade da banda que gostamos muito nos sons atuais, Neto veio do heavy metal, mas veio mudando seu estilo de lá pra cá, tem uma baita mão pesada pra tocar, eu ouço muita coisa, desde rap, indie, até pontos de umbanda, e o Edward é o cara que mais escuta nosso estilo de som.

Atualmente o Pense, Bullet Bane e Black days são as bandas que mais chamam nossa atenção no cenário musical, também podem ser consideradas grandes influências para todos da banda.


FININHO: Nesse momento atual em que vivemos no cenário underground, o que mais você tem visto de positivo ou negativo? Se for negativo, o que vc acha que poderia melhorar?


GUI: Cara, de positivo, acredito fielmente que o público está crescendo e que está começando a nascer ótimas bandas, mas por sua vez temos uma lacuna de 10 a 15 anos nos separando das bandas que hoje fazem muito (vide Pense, Ponto Nulo e Bullet), para as bandas que estão nascendo de 2 anos para cá. Tivemos uma década bem ruim pro rock de forma geral, mas que aos poucos está voltando a ser oque já foi lá atrás.

A união existe, e não existe, nos dois já conversamos muito sobre isso né? Existem bandas afim, casas afim, mas falta organização. O funk, o sertanejo, o pagode, o eletrônico, nos dão aula sobre isso, e é lindo ver oque eles fazem juntos. Falta organização, se as pessoas se unirem para fazer algo em comum rola muito, e veja que não to falando de união underground, não estou falando de participações, que também é algo a se fazer, estou falando unicamente de organização. O rock anda muito mal organizados, não temos calendários de eventos nas regiões, todo mundo quer fazer tudo ao mesmo tempo e puxar o benefício única e exclusivamente para sí.

Tem público pra todo mundo, geral pode passar a mensagem, só precisamos encontrar mais canais como o Seguimos Fortes para diminuir as fronteiras entre as pessoas, e fazer tudo pensando no todo.

Ah, e pedir para as casas colocar cerveja barata no role underground (risos)



FININHO: Mais uma vez, muito obrigado por trocar essa ideia conosco Gui, te desejamos muito sucesso na caminhada sempre!!!

Gostaríamos que você deixasse uma mensagem pra galera que é fã do trabalho de vocês, pra galera das bandas que estão no mesmo corre que vocês e também pras bandas que estão no inicio das suas atividades.


Irmão, gratidão demais pelo espaço, vocês são incríveis, eu sinceramente gostaria que cada cidade/região tivesse uma Seguimos fortes.

Para quem tá começando eu sempre falo a mesma coisa: nunca pare de fazer, pesquise o uso das ferramentas (Facebook e Instagram), produza conteúdo e trate bem as pessoas, respeito é e sempre será a lei.

Para quem curte nosso som, deixo aqui meu muito obrigado pelas mensagens de carinho, é maravilhoso acordar com vontade de fazer algo, pois tem alguém ali pra te escutar, fazemos por você que leu até o final essa entrevista. Duas coisas que nunca devem ser jogadas na privada é papel higiênico e seus sonhos.

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